Expectativas de Ricardo superadas

Depois de seis semanas ao competir ao mais alto nível, Ricardo Santos voltou a casa para um merecido descanso. E diz que não lhe passava pela cabeça começar tão bem a época

Ricardo Santos regressou ontem a Portugal após mês e meio seguido a competir – com o sucesso que se conhece – em provas na África do Sul e Médio Oriente. Vai aproveitar esta semana para descomprimir e matar saudades da família e amigos, antes de voltar novamente ao trabalho. No balanço geral, reconhece que as suas expectativas foram claramente superadas.

“Foi o momento mais alto da minha carreira, em termos de consistência”, diz o português, de 30 anos, referindo-se aos seis torneios que jogou, sem ter falhado um cut, num total de 24 voltas (19 das quais abaixo do par) e quatro top 10’s, a elevá-lo para 10º na Corrida ao Dubai, a ordem de mérito do European Tour, com €284.050 em prémios

“Os meus objetivos eram ambiciosos, mas não tanto”, reconhece. “Queria um top 10, consegui quatro; queria chegar aos 150 primeiros do ranking mundial em três meses, consegui-o em mês e meio (é 139º). E depois é muito bom ter garantido tão cedo o cartão do circuito para 2014, porque me permite focar noutros objetivos.”

Santos não deixa de lamentar o fato de os putts não terem entrado ao longo do seu último torneio, o Africa Open, em East London. “Se os putts tivessem correspondido, teria tido hipóteses de ganhar o torneio”, considera.

Quanto à sua eventual participação no Cadillac Championship, dos World Golf Championships, diz que tem cinco por cento de hipóteses. Os 10 primeiros da Corrida ao Dubai, a 24 de Fevereiro, apuram-se, mas o algarvio lembra que ainda há o Accenture Match Play Championship (de quinta-feira a domingo), no Arizona, onde vários jogadores o podem ultrapassar na tabela.

Assim sendo, o seu próximo torneio seria o Avantha Masters, de 14 a 17 de Março, em Nova Deli./RODRIGO CORDOEIRO

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