As 19 mais hilariantes ‘golf jokes’

Golfista que é golfista tem a virtude dos judeus: sabe rir-se de si próprio. De modo que, se há uma coisa que não se poderá nunca desligar da história do golfe, são as muitas anedotas que ao longo dos tempos o golfe produziu. Muitas dizem respeito à dificuldade do jogo. Outras tantas à obsessão por ele. A maioria, no entanto, incide sobre a dificuldade de gerir o equilíbrio entre um casamento e essa obsessão – e entre elas há verdadeiras pérolas de humor (muito) negro. Lemos milhares delas e escolhemos as melhores 19. Segue abaixo a nossa selecção./JOEL NETO

1. Humor muito negro

Um homem vai ao country club para a sua ronda semanal de golfe. Começa o dia com um birdie e fica todo contente. No buraco 2, eagle – e ele que só por duas na vida tinha feito um eagle… Logo a seguir, hole-in-one. Fica definitivamente exultante – é hoje que faz a melhor ronda de sempre!

Naturalmente, toca o telemóvel.

É do hospital. Do outro lado, fala um médico:

– Sr. Arnaldo Silva? Fala do Hospital Central. Tenho a comunicar-lhe que, infelizmente, a sua mulher foi atropelada e está internada na nossa unidade de cuidados intensivos.

O homem fica transtornado e diz que vai de imediato para o hospital. Entretanto, porém, começa a pensar na ronda que está a fazer, sente uma enorme vontade de fazer mais um buraquinho ou dois, bate uma bola – e aí vai ele campo fora.

Acaba por completar o que falta da ronda, concluindo os restantes 15 buracos. E a verdade é que fora o melhor jogo da sua vida: fizera mais um eagle e uma série de birdies – e acabara com um 61, cinco pancadas abaixo do recorde do campo e superando o seu melhor resultado de sempre por treze pancadas.

Então, sim, põe os tacos no carro e conduz como um louco. Chega ao hospital já esmagado pelo sentimento de culpa, esbaforido, a suar por todos os lados. É recebido pelo médico:

– Você não conseguiu resistir, pois não? – pergunta-lhe o médico, com um ar furioso. – Tinha de completar a sua ronda de golfe, não era? Tinha de jogar o resto dos buraquinhos? Pois fique sabendo que a sua mulher vai ficar com sequelas físicas para o resto da vida. Que nunca mais o perdoará por esta desfeita e que vai exigir-lhe cuidados diários, sete dias por semana, 24 horas por dia, até ao fim da vida de ambos. Portanto, espero bem que tenha desfrutado da sua ronda de golfe. A verdade é que foi a última!

O homem fica ao mesmo tempo aflito e envergonhado. Põe as mãos na cara, deixa-se cair sobre o banco da sala de espera e fica ali um momento, a pensar no que fora sua vida ao longo dos anos, no que seria a partir de agora e no energúmeno que era por não ter  estado ao pé da mulher naquele momento tão difícil.

E diz o médico, dando-lhe uma palmada nas costas e rebentando num riso:

– Estou a brincar consigo, homem! Ela morreu. Quantas pancadas é que você fez?

 

2. Tragédia entre os pinheiros

Arnaldo estava a jogar com a mulher, quando a tragédia aconteceu. Os dois encontravam-se num daqueles campos cheios de pinheiros. Até que, no buraco 16, o tee shot dele foi parar ao mato da direita, a pouco mais de 120 metros da bandeira, mas com duas árvores praticamente a vedar-lhe a linha para o green.

– Acho que vou fazer um lay up – suspirou ele. – Nunca mais consigo chegar ao green a partir daqui.

– Não faças isso, amor – respondeu ela, ponderando a nesga de linha existente entre as duas árvores. – Estás a jogar bem. Aponta à bandeira e bate com confiança. Passas entre os dois pinheiros de certeza.

– Achas mesmo?

– Tenho a certeza. Estás a bater bem na bola hoje – insistiu ela, afastando-se para deixá-lo bater o shot.

Ele decidiu arriscar, embora relutante. E, efectivamente, tinha razões para isso: quando bateu o shot, a bola dirigiu-se a alta velocidade para a tal nesga de espaço, mas acabou por bater no flanco interior de uma das árvores, virando-se caprichosamente na direcção da mulher e ceifando-lhe a vida.

Arnaldo ficou viúvo.

Duas semanas depois, voltou ao campo. O mesmo, por sinal. Quando um homem é vítima de uma tragédia, o melhor é encará-la de frente – o mesmo, no fundo, que faz um cavaleiro, subindo para cima do cavalo imediatamente a seguir a uma queda, de forma a não ganhar medo ao animal.

Desta vez, Arnaldo ia com Horacio, o seu amigo de tantos anos, padrinho de casamento e companheiro de tantas jornadas golfísticas. Pois quis o malfadado destino que o seu tee shot no buraco 16 viesse a parar exactamente no mesmo sítio onde parara duas semanas antes: a pouco mais de 120 metros da bandeira, mas com aquela mesma nesga de espaço na linha para o green.

– Vou fazer um lay up. Aprendi a minha lição – diz Arnaldo.

– Não faças isso, Arnaldo – respondeu Horacio, ponderando a nesga de linha existente entre as duas árvores. – Estás a jogar bem. Aponta à bandeira e bate com confiança. Passas entre os dois pinheiros de certeza.

– Era o que faltava. Tu sabes lá o que me aconteceu da última vez que tentei isso…

– Então? O que aconteceu?

– Fiz duplo bogey.

 

3. Fresh air

Era quarta-feira à tarde e o campo estava praticamente reduzido aos habituais sócios do clube, sobretudo veteranos reformados e ociosos que haviam tirado a tarde no escritório. Entretanto, porém, juntara-se um grupo em torno do tee do 1, a quem o starter ia impedindo de sair.

– Peço desculpa, mas têm de esperar um bocadinho. Há um tee time marcado agora para as duas e um quarto –explicou, conferindo as notas trazidas do caddie master. – Por acaso não conheço o nome.

Às duas e um quarto em ponto, apareceu finalmente o jogador. Vinha cheio de apetrechos, com um trolley todo moderno, uma luva em cada mão, uma toalha presa à cintura, protector solar a rodos e a pose mais estilosa que conseguia forjar no meio daquela parafernália toda.

Deu as boas tardes em volta e dirigiu-se, cerimonioso, para a tee box. Molhou um dedo, ergueu-o no ar e conferiu o vento. Escolheu o taco que julgou adequado e fez um total de sete swings de ensaio. Finalmente, e quando a impaciência já começava a instalar-se em volta, tentou bater a bola – e falhou-a por mais cinco centímetros, no mais escandaloso fresh air que aquele campo havia visto em muito tempo.

Mas não se descoseu: voltou a fazer sete swings de ensaio, a colocar-se à bola e a tentar novamente batê-la – e de novo fez um fresh air. Hesitou um pouco, tornou a fazer sete swings de ensaio, a colocar-se à bola e a tentar outra vez batê-la – e, mais uma vez, fez um fresh air.

Até que, finalmente envergonhado, se virou para trás e desabafou, meneando o rosto:

– Bem me tinham avisado de que este campo era difícil …

4. O náufrago

Arnaldo teve um acidente com o seu barco de recreio e foi parar a uma ilha deserta. Já lá estava há dez anos, sozinho, quando viu alguma coisa a flutuar no mar.

– Não é um navio – pensou.

O objecto foi-se aproximando.

– Não é um barco.

E o objecto continuou a aproximar-se.

– Não é uma canoa.

Até que, finalmente, o vulto se aproximou o suficiente para ele se aperceber do que se tratava – e, afinal, não era um objecto, mas uma bela mulher, loira, esguia, linda, vestida com um fato de mergulho que lhe sublinhava maravilhosamente as curvas sensuais.

– Há quanto tempo você não fuma um cigarro? – perguntou-lhe ela.

– Dez anos…

Ela tira do fato um maço de cigarros, dá-lhe um e acende-lho.

– Meu Deus, como isto é bom… Que saudades de um cigarro! – suspira Arnaldo, comovido.

– Há quanto tempo você não bebe um uísque?

– Há dez anos, caramba. Dez anos! Que saudades que eu tenho de um uísque…

Ela tira do fato uma garrafa de uísque, depois tira um copo de shot, despeja-lhe dentro uma bela dose daquele néctar dos deuses e dá-lho a beber.

– Meu Deus… Oh, meu Deus, como isto é maravilhoso!

Então, ela começa a abrir o fecho éclair do fato de mergulho e pergunta-lhe:

– Há quanto tempo você não se diverte a bom divertir?

E diz ele:

– O quê? Não me diga que também traz aí um set de tacos!

 

5. O shot perfeito

Arnaldo sobe ao tee do buraco 18 e começa a demorar imenso para bater a pancada. Olha para cima, olha para baixo, confere a distância inscrita no cartão, mede a direcção e a velocidade do vento, troca de taco três vezes, volta a olhar para cima e de novo para baixo…

– Mas vais bater a bola, ou não? – grita  Carlos. – Estás a pôr-me louco, caramba!

– Peço desculpa. É que a minha sogra está na bancada ao pé do green e eu quero que esta pancada seja absolutamente perfeita.

– Oh, pá, bate mas é a bola… Não há maneira nenhuma de conseguires atingir a bancada a partir desta distância!

 

6. No fundo da ravina

No sétimo buraco, Horácio faz um slice e enfia a bola numa ravina. Acto contínuo, pega no ferro 8 e desaparece ravina abaixo, à procura da bola.

Após longos minutos a lutar com as árvores, os arbustos e o mato indomável, descobre o esqueleto de um homem e, ao lado deste um ferro 8. Então, olha lá para cima, para o topo da ravina, e grita:

– Arnaldo, tenho aqui um problema. Dás-me uma ajudinha?

– Claro, Horácio. O que se passa?

– Traz-me o meu pitching wedge, por favor. Com um ferro 8 é que um tipo não consegue tirar uma boa daqui, de certeza absoluta.

 

7. O casamento perfeito

Cumprindo o sonho de todos os golfistas, Carlos havia casado com uma mulher que também jogava. Infelizmente, perdia sempre com ela. Durante anos, os dois percorreram os campos do país e do estrangeiro, tornando-se conhecidos como aquele casal simpático que amava o jogo e se divertia a dois pela tarde fora.

Basicamente, davam-se bem. A cumplicidade sobrava, o sexo era bom – e isso notava-se no comportamento do casal. Mas o facto é que, ao golfe, ela ganhava sempre. Em matchplay, em stableford, em strokeplay – batia tão longo como o marido, fazia quase sempre menos uma pancada por buraco – e ainda se ria na cara dele quando concluíam a volta.

Até que, um dia, sensível à persistente frustração do marido, ela decidiu confessar-lhe:

– Querido, eu não queria contar-te isto. Mas sabes… como é que eu hei-de dizer-te isto… ou seja… bom… antes de ser uma mulher… quer dizer… eu… eu era um homem.

E ele:

– Um homem? Tu eras um homem?! E só agora me dizes isso, caramba? Que falta de respeito… Que tremenda falta de respeito! E andaste tu estes anos todos a jogar das vermelhas!

 

8. Sem perdão

Carlos entra no confessionário.

– Perdoe-me, padre, porque eu pequei.

– Qual foi o teu pecado, filho?

– Eu estava a jogar golfe com o Arnaldo, dei um drive longuíssimo, que me parecia ir parar para lá dos 250 metros, mas a bola bateu numa linha telefónica que atravessava o campo e caiu no fairway ao fim de pouco mais de cem metros.

– E foi aí que começaste a dizer palavrões, é isso?

– Não, padre. Nessa altura, veio um esquilo, pegou na bola com a boca, meteu-se pelos arbustos e subiu uma árvore.

– E foi aí que começaste a dizer palavrões, então…

– Não, padre. Quer dizer, a seguir veio uma águia, apanhou o esquilo e começa a voar com o esquilo preso na boca, levando a minha bola com eles.

– E foi aí que começaste a dizer palavrões?

– Não. A águia deu uma volta e, a certa altura, começou a dirigir-se para perto do green, deixou cair o esquilo, que continuava a segurar a bola. Então, e ao ver-se livre, o esquilo desatou a correr, deixando a minha bola no cimo de uma pequena ribanceira, num lie quase impossível…

– Ah, já percebi. E foi aí que começaste a dizer palavrões…

– Não. Como que por milagre, a bola começou a rolar pela ribanceira abaixo, passou ao lado do bunker, tomou a direcção do green, desviou-se um bocadinho no semi-rough, começou a encaminhar-se para o buraco e, finalmente, parou a vinte centímetros da bandeira. Para eagle, portanto.

E diz o padre:

– E tu falhaste o %# & @€&% do putt, não foi, meu grande %$/&#€%?!

9. Jovem procura companheiro

Ao chegarem à club-house, três amigos solteiros olham para o putting green e vêem uma bela jovem a praticar o putt. Alta, loira, linda – um colosso de mulher.

Vão ao check-in e o caddie master pede para falar com eles.

– Está ali uma senhora no putting green à espera de parceiros para jogar, mas ninguém quer jogar com ela. Joga bastante bem e o pessoal fica envergonhadíssimo quando perde com ela. Não se importam que a senhora jogue convosco?

– Não, nenhum problema, deixe lá vir a senhora, vamos a isso, não precisa agradecer… – respondem os três atabalhoadamente, sobrepondo-se uns aos outros.

A mulher vai jogar com eles e, efectivamente, faz um belo jogo. Eles acham piada ao swing dela – mas sobretudo não conseguem tirar da cabeça como ela é linda e sexy e simpática e uma companhia que muito lhes gostaria ter todos os dias em campo.

Ao chegarem os quatro ao green do buraco 18, com um putt de três metros para birdie, ela diz:

– Olhem, estou a ver aqui o meu cartão e a verdade é que estou a fazer um belo jogo. Se meter este putt, aliás, faço pela primeira vez menos de 80 pancadas. Por outro lado, sempre quis encontrar um companheiro que gostasse de golfe e com quem eu pudesse partilhar a minha vida sem ter de dar explicações sobre onde estou aos sábados de manhã. Portanto, aquele que de vós me ajudar a meter este putt pode sair comigo esta noite, e depois logo se vê onde a noite nos leva.

Os homens põem-se de imediato a ler as linhas do putt, a medir o slope, a conferir os breaks.

Diz um:

– Eu acho que quebra dez centímetros para a direita.

Diz o segundo:

– Nada disso: você aponta para a borda esquerda do copo, dá-lhe um bocadinho de força e é garantido!

E diz o terceiro:

– Está dada.

 

10. A mulher e a amante

Dois desconhecidos encontram-se na club-house, durante o check-in – e, como nenhum tem parceiro de jogo, decidem jogar juntos. Quando chegam ao tee do segundo buraco, olham para o meio do fairway e estão duas mulheres a jogar tranquilamente, muito devagar, indiferentes ao jogo lento e à possibilidade de estarem a estragar a tarde a toda a gente.

Ao fim de duas horas e meia, quando os dois homens chegam finalmente ao tee do buraco 6, um deles vira-se para o outro e diz:

– Não aguento mais. Vou lá falar com elas e pedir-lhes que nos deixem passar. Isto é de mais!

E dirige-se às mulheres. Mas, quando chega a uma distância de cerca de cem metros, dá meia volta e torna para trás, muito apressado:

– Caramba, não posso lá ir. Uma delas é a minha mulher e a outra é a minha amante!

Diz o outro:

– Não tem problema. Vou lá eu.

E, quando chega a cerca de cem metros, volta igualmente para trás, muito apressado. Ao chegar ao tee, balbucia:

– Meu Deus, como o mundo é pequeno…

 

11. Jogo sujo

Numa bela manhããde sol,  manhOLFEe pancadas.” uma tarom o teu golfe. Se fazes menos de 80,s 276º para 71º classificado.os dias antes conquistarã de sol, Jesus Cristo, Moisés e um velhote saíram para jogar golfe. No buraco 4, par 3, Jesus foi o primeiro a sair e bateu a bola um pouco à esquerda, fazendo-a cair num obstáculo de água. Tratando-se de quem se tratava, porém, nenhum problema: Jesus passou as estacas vermelhas, caminhou sobre as águas e bateu a bola que ficara a flutuar para junto da bandeira, deixando-a à espera de um simples tap-in para o par.

Seguiu-se Moisés, que, no entanto, também caiu no lago, desta vez com a desvantagem adicional de, desprovida de milagre, a bola ter mergulhado. Tratando-se de quem se tratava, no entanto, nenhum problema também: Moisés pegou no ferro 7, bateu com ele na borda do lago, abriu as águas e caminhou tranquilamente para a bola, que, com um pitching wedge certeiro, colocou a meio metro do buraco. Par garantido também.

Finalmente, jogou o velhote – e a pancada foi desastrosa, um top em slice, na direcção das árvores ao fundo. Como que por milagre, porém, a bola bateu no ramo de uma das árvores, desceu para o caminho de betão, saltou alto para dentro do green, tocou no pau da bandeira, voltou para trás, bateu na relva em spin e encaminhou-se lentamente para dentro do buraco, onde se aninhou com um som seco. Um hole-in-one, no fundo.

Moisés abanou a cabeça e virou-se para Jesus:

– Está decidido: nunca mais jogo com o teu pai!

 

12. Um pacto com o diabo

Horácio estava a jogar um match play especialmente competitivo com Arnaldo e encontrava-se a perder por três buracos. Ao chegar ao buraco 15, pensa para si próprio:

– Dava tudo neste mundo para conseguir afundar este putt…

Então, aproxima-se um estranho e diz-lhe:

– Você dava um quarto da sua vida sexual para afundar esse putt?

Horácio pensou que ele estava maluco, riu-se e murmurou:

– Ai, dava. Claro que dava…

E o facto é que afundou o putt.

No buraco seguinte, já com apenas dois buracos de desvantagem, Horácio murmura para si próprio:

– Caramba, se eu conseguisse fazer um eagle neste…

Vem de novo o estranho e pergunta-lhe:

– Você dava mais um quarto da sua vida sexual para fazer esse eagle?

E ele:

– Claro que dava, homem!

E fez o eagle.

No 17, com apenas dois buracos por jogar mas um só de desvantagem, Horácio já fala sozinho:

– Hole-in-one, Horácio. Hole-in-one aqui e estás de volta ao jogo!

Aproxima-se mais uma vez o estranho e pergunta:

– Você dava ainda mais um quarto da sua vida sexual para fazer esse hole-in-one?

– Claro que dava, caramba. Vamos a isso! – responde Horácio.

E faz o hole-in-one.

Em cima do tee do 18, já com o jogo empatado e entusiasmadíssimo com a recuperação, Horácio balbucia:

– Um birdie. Um birdie basta. O Arnaldo nunca faz birdie aqui…

E volta o estranho:

– O negócio é o mesmo, amigo. Quer o birdie, desiste do último quarto da sua vida sexual. Alinha?

– Claro que alinho. Venha daí esse birdie! Vitória, vitória, vitória!

Horácio az o birdie e ganha o buraco e o jogo.

Já na club-house, o estranho aproxima-se dele e diz-lhe:

– Sabe, eu na verdade andei um bocado a brincar consigo a tarde toda. Mas, pronto, você alinhou. Eu sou o Diabo e você nunca mais fará sexo na vida.

Resposta:

– Ah, muito prazer em conhecê-lo. Eu sou o padre Horácio.

 

13. O amor é lindo

Uma série de golfistas estão no balneário, tomando banho, depois de um torneio em shot gun. Então, toca um telefone – e um homem gordo, atarantado, apressa-se a atender.

– Estou? Olá, querida… Sim, estou no clube. Então? Sim… Um anel? Em que loja? Estou a ver… Mas quanto custa? Pergunta, pergunta… Hum-hum… Dois mil e seiscentos euros? Caramba, e não fazem desconto? Sim… Pergunta, pergunta… Sim… Dois mil e quatrocentos? Bom, se gostas… É o quê, diamante? Ah, rubi… Pronto, querida, avança com isso. Levaste o cartão de crédito? Ah, levaste o meu… Então, vá: compra o anel que bem o mereces… Nada, querida. Adoro-te. Vá, um beijinho… Como? Um carro? Mas de que marca? Sim… Sim… CLK quê? 200? Mas novo, a esse preço?! Ah, já com o desconto… Certo. Bom, então vá: avança com isso. De que cor é, ao menos? Não é mau… Pronto, vá, querida: um beijinho. Até log… Hã? Como? Sim… Sim… A três mil euros cada? Sim… A sério? Quinze dias em Cabo Verde, longe de tudo e de todos, sem trabalho nem compromissos…? Sim… Nem golfe nem nada…? Mas isso é um excelente preço! Compra, compra! Partimos quanto? Sim… Boa! Então, força, amor: vai fazendo as malas… Estou em casa cedo, combinado? Adoro-te. Um beijinho. Adoro-te. Beijinho. Desliga tu. Beijinho. A sério, desliga. Adoro-te. Desliga, desliga.  Beijinho. Até logo, amor, Adoro-te.

Concluída finalmente a chamada, levanta o braço esquerdo, com o aparelho bem erguido na ponta dos dedos, e pergunta:

– De quem é este telefone, afinal?!

 

14. O Náufrago

Uma mulher vai ao jornal da cidade e pergunta quanto custa colocar uma notícia sobre a morte do marido.

O recepcionista manda chamar o comercial encarregado dos obituários. Informado da situação, este leva a senhora para o seu gabinete.

– Lamento muito saber da sua perda.

– Obrigado – responde a senhora.

– O preço do obituário é cinquenta cêntimos a palavra.

A mulher pensa por alguns instantes:

– Ponha, por favor: “Morreu Arnaldo Silva.”

– Sim… E mais?

– Mais nada. É isso. Um euro e meio, certo?

O comercial olha para ela, meio atrapalhado, e pede-lhe um instante. Levanta-se e vai bater à porta do fundo, onde se lê “Director Comercial”.

Dali a pouco está de volta.

– O mínimo são oito palavras, minha senhora. Mas de certeza que a senhora tem mais alguma coisa a dizer sobre o seu marido…

A mulher volta a fazer uma pausa, pensa bem, semi-cerra os olhos, morde o lábio – e chega finalmente a uma conclusão.

– Então, ponha: “Morreu António Gonçalves. Set de golfe para venda.”

 

15. Incompetência total

Um golfista muito fraco está a jogar um campo novo e a ter um dia verdadeiramente terrível. Ao chegar ao tee do 18, vê que há um lago ao pé do green e suspira para o caddie:

– Acho que vou ali afogar-me naquele lago.

Responde o caddie:

– Não se preocupe. O senhor nunca consegue manter a cabeça baixa por muito tempo.

 

16. Feliz Dia do Pai

Barnabé ganhou o torneio do Dia do Pai – e, com o troféu, vinha também um envelope. Quando Barnabé o abriu, teve uma surpresa: era um voucher para uma visita gratuita ao bordel da cidade.

Barnabé nunca tinha visitado o bordel e, apesar das responsabilidades, decidiu experimentar. Estava muito nervoso ao chegar, mas as raparigas foram muito amáveis – e dali a pouco Barnabé entabulou conversa com uma delas, uma jovem com ar índio, e subiu para o quarto com ela.

Passavam-se dois minutos apenas quando a rapariga saiu do quarto, disparada:

– Madame, madame! Importa-se de me dizer o que é um Mulligan?

17. Batoteiro, eu?

Dois amigos foram jogar golfe. Tinham pouco tempo e decidiram fazer apenas nove buracos. Entretanto, um deles vira-se para o outro:

– Bom, já que nem sequer vamos conseguir jogar 18 buracos, mais vale tirarmos algum gozo disto. O que é que me dizes a apostarmos cinco euros no melhor score do dia?

– Vamos a isso, Horacio – respondeu o outro.

Ao fim de oito buracos, Horácio estava a ganhar por uma pancada. Mas, no 9, bateu o drive em slice e foi parar ao rough alto.

– Ajudas-me a procurar a bola, Arnaldo? – pediu. – Tu procuras desse lado e eu procuro deste.

Ao fim de cinco minutos, nenhum tinha tido sorte. Então Horácio foi disfarçadamente ao saco, tirou de lá uma bola nova e plantou-a no chão.

– Olha, afinal estava aqui!

– Caramba, Horácio – protestou Arnaldo. – Somos amigos há tantos anos e tu pões-te a fazer batota comigo só por causa de cinco euros?

– Não estou a fazer batota. A bola estava aqui! – insistiu Horácio.

– Batoteiro e mentiroso! Como é que a tua bola pode estar aí se há cinco minutos que estou com um pé em cima dela?

 

18. Tudo explicado

“Saí do trabalho mais cedo e fui jogar golfe. Quando estava a escolher o taco para bater o segundo shot do buraco 1, notei que havia uma rã ali ao pé. E disse ela:

– Croc-croc. Ferro 7!

Estava a pensar jogar o 6. Mas achei graça e resolvi provar que a rã estava errada. Peguei no taco que ela sugeriu e bati a bola. Para minha surpresa, fiquei a menos de um metro do buraco!

– Uau! – gritei, virando-me para a rã. – Será que tu és a minha rã da sorte?

Resolvi levá-la comigo até ao buraco seguinte. E, a meio do fairway:

– O que é que tu achas, rã da sorte?

– Croc-croc. Madeira 3!

Peguei na madeira 3 e bati. Bum! Directamente dentro do buraco – um eagle!

Até ao fim do dia, acertei todas as pancadas e acabei com o melhor score da minha vida!

Resolvi levar a rã para casa. A meio do caminho, ela disse:

– Croc-croc. Las Vegas!

Virei o volante e fui directamente para o aeroporto. Nem avisei a minha mulher.

Chegados a Las Vegas, diz a rã:

– Croc-croc. Casino! Roleta!

Evidentemente, obedeci à rã, que logo sugeriu:

– Croc-croc! Dez mil dólares, preto 21, três vezes seguidas.

Era uma loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei. A rã já tinha toda a credibilidade. Coloquei todas as minhas fichas no 21. Ganhei milhões!

Peguei em toda aquela massa e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma suite presidencial. Tirei a rã do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de cetim e disse:

– Rãzinha, querida. Não sei como retribuir-te todos estes favores. Tu fizeste-me ganhar tanto dinheiro… Ser-te-ei grato para sempre!

E a rã replicou:

– Croc-croc. Dá-me um beijo. Mas tem que ser na boca!

Tive um pouco de nojo, mas pensei em tudo que ela me fizera ganhar e acabei por dar-lhe o beijo na boca. No momento que eu a beijei, a rã transformou-se numa linda ninfeta de 18 anos, completamente desnuda, sentada no meu colo.

E, lentamente, começou a empurrar-me para a banheira de espuma…”

“Juro!”, disse o ex-director geral do banco sob investigação ao presidente da Comissão de Ética. “Foi assim que consegui a minha fortuna e que essa menina foi parar no meu quarto!”

Não só o presidente da Comissão de Ética acreditou, como acreditaram os membros do Supremo e a generalidade dos deputados da Assembleia

 

19. Adeus, Horácio

Arnaldo ia jogar golfe todos os sábados de manhã e chegava normalmente a casa por volta das duas da tarde. Até que, num belo sábado de sol, bateram as duas horas e ele não chegou, bateram as três e ele continuou sem chegar – e só quando eram já quase quatro da tarde entrou finalmente em casa, stressadíssimo.

– Porque demoraste tanto?! – perguntou-lhe a mulher, furiosa com o atraso.

– Nem queiras saber, querida. Foi o pior dia de golfe da minha vida. Fui jogar com o Horácio e, quando chegámos ao segundo buraco, ele fez um hole-in-one, ficou excitado de mais e caiu redondo, fulminado por um ataque cardíaco.

– Mas, querido, isso é terrível…

– Pois é, amor. O resto da tarde foi só: bater a bola, arrastar o Horácio, bater a bola, arrastar o Horácio, bater a bola, arrastar o Horácio…

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