Dois temas candentes

1. Diz-me um leitor no Facebook, a propósito da descida de Ricardo Santos na classificação da RaceToDubai após o WGC-Cadillac Championship, em que o português não participou: “É pena haver uma discrepância tão grande de prize money entre torneios do European Tour. Se não, o Ricardo não desceria tantas posições no Race to Dubai.” Tiro ao lado, na minha opinião. O golfe transformar-se de repente numa democracia equitativa era a pior coisa que podia acontecer-lhe. Esta é uma modalidade de mérito. E faz parte desse mérito chegar aos melhores torneios, conquistar as melhores posições e embolsar os melhores prize moneys. É o que Ricardo Santos começa a fazer – e maravilhosamente.

2. Diz-me outro leitor ainda, após o cut falhado pelo português no Avantha Masters: “Mais uma vez fica demonstrado que ter expectativas muito altas  o pior inimigo deste jogo. Mesmo ao mais alto nível.” Outro tiro ao lado, na minha perspectiva. As expectativas eram nossas, não as do jogador. Ricardo Santos sabia que ia falhar cuts. O que está a acontecer é apenas business as usual e em nada deslustra a brilhante época que ele está a conseguir. Ricardo vai falhar outros cuts e, inclusive, vai falhar vários seguidos. Este jogo é de série – de streaks, como dizem os americanos. E, até certo ponto, ainda bem.

JOEL NETO

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