10 mitos que se vão afundando

Ricardo Santos já os ultrapassou a todos, mas isso nem chega a ser notícia. Uma leitura transversal do ranking mundial permite-nos encontrar uma série de monstros sagrados e próximas-grandes-coisas afundados na mais profunda crise de motivação e resultados. Confira e sinta-se um pouco melhor na sua própria pele./J.N.

164º

Robert Karlsson

Sueco, 43 anos

Ganhou a Ordem de Mérito Europeia e a Taça do Mundo em 2008. Em 2010 e 2011 chegou ao playoff do americano St. Jude Classic, perdendo primeiro para Lee Westwood e depois para Harrison Frazar. Ainda não há muito tempo era um jogador Ryder Cup e 6º classificado do ranking mundial. A mudança para os EUA coincidiu com o eclipse.

 

286º

Jhonattan Vegas

Venezuelano, 28 anos

Apareceu do nada para ganhar o Bob Hope Classic de 2011, depois de bater Bill Haas e Gary Woodland num playoff. O próprio Hugo Chávez, que andara anos a combater o golfe (e a fechar campos) teve de vir dizer que, afinal, havia jogado na infância, com paus e pedras. Tornou-se numa coqueluche mundial. E, devagar, foi desaparecendo.

 

291º

Camilo Villegas

Colombiano, 31 anos

Entre 2008 e 2009, com Tiger Woods ausente por lesão, praticamente mandou no golfe mundial. Ganhou dois playoffs da FedEx Cup e só não levou os dez milhões da taça principal porque Vijay Singh a salvou in extremis. Esteve no top20 mundial e continua a fazer milhões em publicidade. Mas, desde então, só ganhou o Honda Classic 2010.

 

433º

Stuart Appleby

Australiano

Ainda no Verão de 2010 conseguiu um feito superlativo: um 59 na última ronda de um torneio do PGA Tour (coisa que só quatro jogadores na história haviam conseguido), o que lhe permitiu ganhar ao mesmo tempo o Greenbrier Classic (o seu nono triunfo nos EUA) e o troféu para o Comeback Player of the Year. De lá para cá, foi quase o deserto.

 

421º

Anthony Kim,

Norte-americano, 27 anos

Explodiu no golfe de alta competição em 2008, com duas vitórias quase consecutivas (Wachovia Championship e AT&T National) e atenções ao redor do mundo como “a próxima grande coisa” do golfe americano. Jogou uma Ryder Cup, ainda tornou a ganhar no Tour (Shell Houston 2010), mas em 2012 já só fez 33 mil dólares em prémios.

 

483º

Alex Cejka

Alemanha,

Parceiro de Martin Kaymer nas quatro últimas edições da Taça do Mundo (2007, 2008, 2009 e 2011), ainda em 2010 fez um top10 (8º) no US Open. Disputou a vitória em vários torneios nos últimos anos, mas a sua alergia à relva continuou a agravar-se e, em 2013, ainda só disputou uma prova: o AT&T Pebble Beach. Falhou o cut.

 

520º

Stephen Ames

Canadiano, 48 anos

Nasceu em Trinidad&Tobago, filho de mãe portuguesa, e joga pelo Canadá. Ganhou duas vezes no European Tour e quatro no PGA Tour, incluindo duas edições do Children’s Miracle Network Classic        (2007 e 2009). Este ano ainda só passou dois cuts: no Sony Open in Hawaii e no Humana Challenge in partnership with The Clinton Foundation.

 

566 º

Colin Montgomerie

Escocês, 48 anos

É um dos mais importantes jogadores da sua geração. Nunca ganhou um major, mas conquistou por oito vezes a Ordem de Mérito Europeia, foi capitão da selecção europeia da Ryder Cup em 2010 e em Maio entra para o Golf Hall of Fame. Mas não ganha um torneio desde 2007. E, a partir de Junho, estará no Senior’s Tour e no Champions Tour…

 

734º

Rocco Mediate

Norte-americano, 50 anos

Não ganhava há seis anos quando, em 2008, forçou Tiger Woods ao maior playoff da história recente do US Open: 19 buracos (para um total de 91 de competição). Tornou-se a cinderela preferida do golfe americano e ainda ganhou depois disso: o Frys.com Open, com quatro hole-outs na mesma semana. Agora, está na calha para o Champions Tour.

 

902º

Pablo Martin

Espanhol

Venceu o Open de Portugal como amador (2006), fazendo história como o primeiro não profissional a ganhar no European Tour, e depois conquistou duas edições consecutivas do Alfred Dunhill Championship (2009 e 2010). Disputou a vitória no Portugal Masters de 2010 até quase ao fim, mas sofreu um colapso nervoso de dimensões épicas. E afundou-se.

 

OUTROS EXEMPLOS: Chris DiMarco (498º), Daniel Vancsik (522º), Alastair Forsyth (573º), Nathan Green (575º), Jyoti Randhawa (609º), Paul Goydos (622º), Markus Brier (640º), Ryuji Imada (650º), Niclas Fasth (660º), Rafael Echenique (685º), Tim Wilkinson (770), Stephen Dodd (925º, Jean-F Lucquin (1106º) e Jarmo Sandelin (1128º), entre outros.

*Todos os rankings actualizados a 23 de Março de 2013

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