The Merion: falhar bem não chega – não falhe!

Jack Nicklaus chamou-lhe “o melhor teste de golfe do mundo”, e portanto não será surpresa para ninguém que receba esta semana a sua quinta edição do US Open, o tecnicamente mais difícil torneio do calendário anual. Ben Hogan já lá ganhou (1950) e Lee Trevino também (1971), tal como – já agora – Olin Dutra (1934) e David Graham (1981). Desenhado em 1912 por um golfista que nunca desenhara um campo, o East Course, jóia da coroa do complexo do The Merion GC, exige ao mesmo tempo precisão, estratégia e muita – mas muita – resiliência. Todos os anos está entre os dez melhores campos dos Estados Unidos, de acordo com a eleição da Golf Digest. O seu buraco 17, par 3 com cerca de 200 metros, é um os mais temidos pelos jogadores do circuito, nomeadamente por causa dos seus bunkers, a que a classe chama “white faces” (ou “caras brancas”). Mas todos os restantes buracos são igualmente exigentes: construídos em pouco espaço, apertados entre obstáculos, dispostos de modo a subverter alinhamentos, ritmos e extensões de swing. Se um dia passar pela Pensilvânia, já sabe: marque com antecedência e ponha na carteira 300 dólares para green fees e caddie. Entretanto, e para já, relaxe e goze em frente ao televisor. Para a sua saúde mental, pelo menos, é bem mais seguro.

THE MERION CG (EAST COURSE)

SITUAÇÃO: Ardmore, Pensivânia (EUA)

INAUGURAÇÃO: 1912

ARQUITECTO: Hugh Wilson

FICHA TÉCNICA: 18 buracos (par 70, 6397 metros)

MAIS INFORMAÇÕES: www.meriongolfclub.com; +1.610.642.43.93

 

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