Os 2 delirantes Reeds

Cada jogador tem uma determinada relação com o seu caddie, mas há um par absolutamente único no circuito americano. São marido e mulher. Ele joga, ela carrega os tacos. E, para já, funciona às mil maravilhas…

O que é um caddie? É um carregador de saco, sim. Mas também é um consultor técnico. Um psicólogo. Um motorista. Um segurança. Patrick Reed tem um desses caddies, mas que é mais uma coisa ainda: uma esposa. Profissional apenas desde 2011, o jovem de 22 anos, bicampeão nacional americano pela equipa da Augusta State University, chegou ao PGA Tour logo nesse ano através das qualificações de segunda-feira (e depois das isenções de patrocinadores), mas só no final de 2012 obteve a sua isenção na qualidade de graduado da Escola de Qualificação. No saco teve sempre Justine, primeiro namorada, depois noiva e finalmente mulher. E os resultados têm aparecido: por esta altura, Patrick não apenas já tem um top10 (AT&T Pebble Beach National Pro-Am), como ganhou quase 600 mil dólares e está a menos de 200 pontos da qualificação para os playoffs da FedEx Cup. O segredo? “O segredo é o equilíbrio”, diz. “Equilibramo-nos bem um ao outro. E, portanto, a Justine está comigo 24 horas por dia e sete dias por semana. Assiste a todas as sessões de treino, acompanha-me em campo e ainda dorme na minha cama”, diz o jogador, divertido. O casal deu o nó no último Inverno e passou a lua-de-mel nas Caraíbas. Mas teve saudades do golfe. A começar por Justine, para quem os quase trinta quilos que normalmente pesam os sacos dos profissionais não custam nada. “Sou atlética. Não tenho dificuldades”, diz a loirinha, cada vez mais em destaque nas transmissões televisivas do circuito americano. “Gosto disto. É a minha profissão e acho que a faço bem. Sinto que ajudo o Patrick, não só técnica, como psicologicamente. Por exemplo, ele diz que está nervoso, e eu lembro-lhe logo: ‘Ah, sim? Boa. É sinal de que estás preparado. E no fim ele faz mais uma grande ronda…” Não é uma situação inédita, mas há décadas que tal não acontecia ao mais alto nível – e há mais décadas ainda que não acontecia de modo regular. Além de tudo, Justine gosta de conduzir, o que foi fundamental quando o então namorado ainda não tinha isenção e precisava de andar a viajar pelo país, a disputar voltas de qualificação. O neo-zelandês Danny Lee, um dos amigos do casal, não se cansa de dizer, meio a sério e meio a brincar, que também quer um caddie assim. E a organização dos diferentes torneios adora o casal. “Percebo-os bem. Tenho o caddie mais giro do circuito. É claro que eles gostam de ver o meu caddie em campo”, torna a brincar Patrick. A vida corre-lhe bem.

Deixar um comentário