As 0 vezes de Pedro Figueiredo

Dez anos depois da chegada à selecção nacional, e após um percurso que o tornou no melhor golfista amador português de todos os tempos, o jovem da Quinta do Peru torna-se hoje profissional. A competição começa já na quinta-feira, no Challenge Tour. O objectivo imediato é chegar à primeira divisão do circuito europeu

O torneio chama-se Mugello Tuscany Open e arranca na próxima quinta-feira, no  UNA Poggio dei Medici GC, em Scarperia (Florença, Itália). Dez anos depois de chegar à selecção nacional de golfe, a meio de um percurso que o levou a uma vitória no British Boys Amateur Championship, o mais importante torneio de juniores do mundo, e a uma série de feitos e triunfos (individuais e colectivos) no campeonato universitário norte-americano, com as cores da mesma UCLA onde jogava Patrick Cantlay, Pedro Figueiredo, 22 anos, está a dias do seu primeiro torneio de golfe como profissional, estatuto que adquire precisamente hoje. Para já, não fará como Tiger Woods, assinando um contrato milionário com a Nike e proclamando para o microfone: “Hello, World!” Pelo contrário, começará mais modestamente. Disputado na semana passada o European Team Championship, o último evento como amador, começa de imediato a jogar como profissional, à procura do seu primeiro prémio monetário. O resto do calendário de 2013 ainda não está totalmente definido, mas inclui vários outros torneios do Challenge Tour, a segunda divisão europeia, passa pelos eventos da PGA Portugal e pelo Portugal Masters, onde “Figgy” – assim vai tentando a sua entourage que se torne conhecido entre os fãs – já fez vários brilharetes, e termina em Novembro (espera-se), na final da Escola de Qualificação do European Tour. “Nestes primeiros anos, vou apostar no European Tour. Acho que é um bom circuito para aprender e me habituar à vida de profissional”, explica. “É um circuito universal, o que permite uma aprendizagem mais completa, tanto no golfe como fora dele. Uma pessoa viaja pelo mundo inteiro, encontrando diferentes campos, climas, culturas e línguas, o que é bastante enriquecedor. Por outro lado, tenho um apoio maior aqui em Portugal. Tenho casa onde dormir, campo onde jogar e apoio de família, namorada e amigos.” O curso de gestão, concluído na Califórnia, é para já apenas para enriquecimento pessoal. O futuro imediato passa em exclusivo pelo golfe. Treinador, caddie, psicólogo e demais colaboradores, assim como diferentes démarches no domínio da comunicação (incluindo a melhoria do site oficial ou a criação de páginas na Wikipedia), são temas para abordar numa conferência de imprensa a realizar nos próximos dias, em conjunto com responsáveis da TMN, a primeira patrocinadora confirmada. Para trás ficam vários títulos de campeão nacional, repetidas presenças no top20 do ranking mundial amador, a participação em virtualmente todas as competições colectivas (representando Portugal ou a própria Europa), um handicap regularmente acima dos +4 e 14 participações em torneios do European Tour, com pelo menos um cut passado em cada um dos que se realizam em Portugal. “Ainda não falei nem com o Ricardo Santos nem com o Felipe Lima, mas pretendo falar com eles. Eles já passaram pelo que irei passar, por isso penso que podem ajudar-me bastante”, diz o jogador. “O meu sonho e objectivo é ser um grande profissional de golfe.”

Deixar um comentário