Os 24 da President’s Cup

Está de volta a President’s Cup e está de volta a pergunta: para quê? Ou, dita de outro modo: conseguirá a equipa Internacional começar a dar alguma luta, ou será melhor acabar de vez com a prova? Matéria a confirmar a partir de sexta-feira, com transmissão em directo na SportTV Golfe. Duas coisas são certas: tornarão a ser reunidos milhões de dólares para caridade; e Jack Nicklaus despede-se de vez da actividade de profissional de golfe

O que vale hoje em dia a President’s Cup? A pergunta continua a voltar de dois em dois anos, e a resposta a repetir-se: do ponto de vista competitivo, muito pouco. Em nove edições da prova, os Estados Unidos venceram sete e empataram uma, perdendo apenas por uma vez (em 1998, no australiano Royal Melbourne Golf Club). E, no entanto, há mais por detrás da competição bienal do PGA Tour do que um simples encontro entre doze americanos supermotivados para a defesa da sua bandeira e doze jogadores do “resto do mundo menos da Europa” motivados, quando muito, pelo desejo de humilhar a América. Há, em primeiro lugar, uma história de quase 300 milhões de dólares reunidos para caridade. Há a presença de presidentes da República e chefes de Governo nas bancadas, honrando a tradição lançada em 1994 pelo ex-presidente americano Gerald Fod. Há, este ano, o atractivo adicional de se tratar do último grande projecto de Jack Nicklaus (que desenhou em 1974, e agora voltou a preparar, o Muirfield Village, o campo anfitrião) relacionado com o golfe, modalidade de que o Urso Dourado quer reformar-se em definitivo. E há, já agora, a honra de se aceitar sempre o convite mesmo não havendo qualquer prémio monetário envolvido, que nenhum jogador quer ser o primeiro a violar. Portanto, ei-la aí, a partir de sexta-feira, no Ohio, a décima edição da prova. Do lado americano, o capitão, Fred Couples conta com basicamente todos os monstros sagrados, tendo-lhes juntado Webb Simpson e o jovem herói Jordan Spieth. Do lado internacional, o capitão Nick Price, zimbabueano, viaja com cinco suil-africanos, três australianos e, para além de um japonês, um canadiano e um argentino, o compatriota Brendon de Jonge, que escolheu como wildcard (tal como, de resto, escolheu um japonês e mais dois zimbabueanos para capitães assistentes). A competição é transmitida em directo pela SportTV Golfe e, em ano em que não há Ryder Cup, sempre anima um pouco. Mas, caramba: que extraordinário impulso receberia se, desta vez, a equipa Internacional efectivamente se demonstrasse competitiva, pelo menos ao ponto de ameaçar a vitória adversária…

 

ESTADOS UNIDOS

CAPITÃO

Fred Couples

(assistentes: Jay Haas e Davis Love III

JOGADORES

Tiger Woods 8ª participação)

Brandt Snedeker (1ª participação)

Phil Mickelson (10ª participação)

Matt Kuchar (2ª participação)

Jason Dufner (1ª participação)

Keegan Bradley (1ª participação)

Steve Stricker (5ª participação)

Bill Haas (2ª participação)

Hunter Mahan (4ª participação)

Zach Johnson (3ª participação)

Webb Simpson (2ª participação, escolha do capitão)

Jordan Spieth (1ª participação, escolha do capitão)

 

EQUIPA INTERNACIONAL

CAPITÃO

Nick Price

(assistentes: Shigeki Maruyama, Mark McNulty e Tony Johnstone)

JOGADORES

Adam Scott, Austrália (6ª participação)

Jason Day, Austrália (2ª participação)

Charl Schwartzel, África do Sul (2ª participação)

Ernie Els, África do Sul (8ª participação)

Louis Oosthuizen, África do Sul (1ª participação)

Hideki Matsuyama, Japão (1ª participação)

Branden Grace, África do Sul (1ª participação)

Graham DeLaet, Canadá (1ª participação)

Richard Sterne, África do Sul (1ª participação)

Ángel Cabrera, Argentina (4ª participação)

Marc Leishman, Austrália (1ª participação, escolha do capitão)

Brendon de Jonge, Zimbabué (1ª participação, escolha do capitão)

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