PORTUGAL MASTERS: “Preciso urgentemente de ganhar”

Filipe Lima diz que a sua evolução nos tempos recentes foi como passar do chumbo à artilharia pesada. O português já garantiu a promoção ao European Tour 2014 e a sua prestação no Portugal Masters é aguardada com expectativa.

Rodrigo Cordoeiro/Valdemar Afonso

Em 2014 assinala-se um marco para o golfe nacional: pela primeira vez haverá pelo menos dois portugueses a competir no European Tour: a Ricardo Santos, que já garantiu a manutenção no principal circuito europeu de profissionais, juntar-se-á Filipe Lima, promovido via Challenge Tour.

Para Lima, 31 anos, trata-se do regresso a um circuito no qual já competiu entre 2005 e 2008 e em 2010. Em 2013, ele soma cinco top 5’s e só falhou dois cuts em 18 torneios, acumulando um pecúlio (€94 mil em prémios) mais do que suficiente para ficar entre os 15 primeiros do ranking, que são os que são promovidos ao European Tour.

Não é de admirar, portanto, que sejam altas as expectativas em relação à sua prestação no Portugal Masters, uma prova na qual era o melhor português (21º na edição inaugural, em 2007) antes de Ricardo Santos o destronar o ano passado em 16º.

Mostrando-se agradado por voltar a falar português, ele que mora em Paris, Lima falou ontem ao “O JOGO” envergando a indumentária do seu novo patrocinador, a VIP, uma marca de roupa portuguesa para exportação, com fábrica na zona de Barcelos, de onde os pais do jogador são originários.

“Há muito tempo que não jogo no European Tour e este nível é mais exigente, requer outra preparação”, diz o luso-francês, que representa Portugal desde 2005. “Mas estou confiante e as minhas armas são agora muito melhores: passei do tiro a chumbo para o tiro de arma pesada.”

O que tem estado por trás desta grande temporada? Uma boa preparação no Inverno, uma condição física superior (mais músculo e menos peso), a ausência de problemas nas costas e um calendário melhor preparado, com menos torneios.

“Estou a fazer muitos menos erros, e, quando falho, falho por pouco, o que torna a recuperação muito mais fácil”, adiante. “Também estou a bater a bola mais longe e o meu controlo de distância está melhor. Tudo isto deixa-me muito confortável em campo.”

Objectivos para o resto da época: ser o primeiro no ranking final do Challenge Tour e vencer um torneio. “Preciso urgentemente de ganhar para que o meu treinador pare de me chatear”, brinca.

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