Henrik Stenson à procura da importalidade

O líder a Race to Dubai à entrada para a última prova da temporada está em vantagem, mas Ian Poulter quer festejar, com o sueco a servir à mesa

Manuel José Macedo

Henrik Stenson pode tornar-se esta semana no primeiro jogador a juntar os títulos da FedEx Cup (PGA Tour) e Race to Dubai (European Tour). Luke Donald e Rory McIlroy foram os primeiros a vencer as Money List dos dois circuitos nas duas temporadas anteriores – Tiger Woods venceu a de 2013 –, mas o sueco, atual número 3 mundial, pode agora conseguir algo inédito. Stenson vai entrar no Jumeirah Golf Estates, palco do DP World Tour Championship, no Dubai, com uma vantagem de 213,467 pontos sobre Justin Rose, mas Graeme McDowell e Ian Poulter, respetivamente 3º e 4º do ranking europeu, também estão em boa posição.

Contudo, com os elevados montantes em jogo no Dubai, o nórdico, que venceu duas das três últimas provas do lado de lá do Atlântico, só assegura o troféu sem depender de terceiros se vencer aqui. Aliás, Stenson fez mesmo uma aposta com o seu amigo Poulter, em que fará de empregado de mesa, se, e só se, o inglês vencer a Race to Dubai (R2D) – os dois estão separados por 343,907 pontos.

“Essa será a minha maior motivação. Espero não tornar-me seu empregado”, sorriu o sueco, que tem tido uns problemas no pulso. “O meu principal objetivo e vencer a Race to Dubai. O segundo é vencer o torneio. E o terceiro é ter a certeza que o Ian Poulter fica atrás de mim”, vincou.

O campeão do ano passado, o norte-irlandês Rory McIlroy, já não tem hipótese de revalidar o título na R2D e confessou que “algumas distrações fora do campo” o prejudicaram.

 

“O dinheiro não é problema”

Henrik Stenson está a viver um dos melhores momentos da carreira e esta semana pode mesmo vencer a Race to Dubai. O número 3 mundial, que este ano também já conquistou a FedEx Cup do PGA Tour – nunca nenhum outro jogador conseguiu juntar os dois títulos numa mesma época –, só depende de si próprio para o conseguir. Para isso terá de se impor no Jumeirah Golf Estates. “Ter crescido no European Tour, teria um significado especial vencer a Race to Dubai”, disse. “E ter a possibilidade de juntar o troféu à FedEx Cup, nem nos melhores sonhos. Acho que nunca terei nova oportunidade”, reconheceu. “Este ano não vou ter problemas de dinheiro”, brincou. O jogador, de 37 anos, está focado naquilo que quer e nem um problema no pulso lhe traz reservas. “Não é preciso ser nenhum Einstein para saber como quero que isto acabe. Devido a estar a dar descanso ao meu pulso, não tenho passado muito tempo no campo. Mas estou entusiasmado”, sublinhou.

Ian Poulter ainda acredita

Na altura em que a aposta foi feita, Ian Poulter estava a cerca de 960,000 pontos atrás de Henrik Stenson na Race to Dubai. Mas agora, com um torneio por jogar, o inglês está a “apenas” 343,907 e um triunfo no Jumeirah Golf Estates não só significaria a primeira vitória de 2013, como viria no momento mais oportuno. “Gosto das minhas probabilidades”, disse Poulter.

 

Sem portugueses em campo

Apesar de ter chegado a ocupar o 10º lugar na Race to Dubai, depois de um início dce temporada fantástico, Ricardo Santos, vencedor do Open da Madeira em 2012, não conseguiu manter essa qualidade exibicional e acabou por ficar de fora do top-60, que garantia um lugar no DP World Tour Championship. Mesmo assim, a 65ª posição em que português termina a época garante-lhe isenção total no European Tour do próximo ano, onde terá a companhia de Filipe Lima, promovido via 2º lugar do ranking do Challenge Tour.


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