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Ricardo Santos e Filipe Lima constituem a mais forte dupla portuguesa de sempre na ISPS Handa World Cup of Golf numa edição que dá primazia à competição individual

Ricardo Santos e Filipe Lima lamentam que a 57º World Cup já não seja, como no passado, jogada a pares. “Gostava mais como era antes e seria uma oportunidade para jogar a pares com o Ricardo”, comenta Lima. “Era mais divertido e havia mais espírito de equipa. Nesta modalidade nem jogamos  juntos”, corrobora Santos. 

A prova decorre até domingo no Royal Melbourne GC, Austrália, com uma tabela coletiva, sim, mas secundarizada para a prova individual. Os prémios monetários dizem tudo: são 5,173 milhões de euros a distribuir pelos 60 jogadores e somente 738 mil reservados para as três primeiras equipas. Para efeitos coletivos, é contabilizada a soma dos resultados dos dois elementos de cada par.

É a melhor dupla de sempre no torneio, já com muita experiência na alta-roda e ambos vindos de boas épocas, Santos no European Tour, Lima no Challenge Tour. O primeiro já jogou duas World Cups, em 2008 (13º lugar com Tiago Cruz, melhor marca lusa de sempre) e 2011 (20º com o irmão Hugo), o segundo esteve na de 2005 em Vilamoura (20º com António Sobrinho).

“Se estivermos ambos ao nosso melhor nível de 2013, podemos ter uma palavra a dizer”, considera Santos.

Um cheiro a Rio de Janeiro

Com critérios de qualficação semelhantes, o 57º ISPS Handa World Cup of Golf oferece um vislumbre do que se pode esperar para os Jogos Olímpicos de 2016. Os 15 primeiros do ranking mundial têm entrada directa e, do 16º em diante, apuram-se dois jogadores por nação até ficar completado o lote de 60 participantes. Santos e Lima apuraram-se directamente – e se é certo que há vários jogadores do top 15 e outros ausentes na Austrália, também convém lembrar que, no Brasil, Inglaterra, Escócia e Gales competem sob a mesma bandeira, enquanto que na World Cup jogam separadamente.

Scott e Kuchar presentes

A World Cup conta com dois top 10 mundiais – Adam Scott (2º) e Matt Kuchar (7º), em representação de Austrália e EUA. Kuchar é defende o título pelo seu país, já que em 2011 venceu ao lado de Gary Woodland. O italiano Francesco Molinari e o alemão Marcel Siem são os outros dois jogadores em prova que já ficaram com o troféu.

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