Adam Scott diz presente

MASTERS TOURNAMENT >> Campeão de 2013 abre em segundo, mesmo com um duplo-bogey no 12. Tiger Woods que se cuide: o australiano quer mesmo o topo do ranking mundial

Desde 1995 que nenhum campeão em título começava o Masters Tournament com um resultado de 69 (-3), e, apesar de Bill Haas (-4) partir hoje para a segunda ronda sozinho na liderança, o primeiro grande destaque da semana vai inevitavelmente para Adam Scott. O número 2 do mundo, que venceu a edição do ano passado do torneio, cedeu um duplo-bogey no 12, ao meter uma bola na água, mas não se deixou desmoronar e reafirmou a sua candidatura ao segundo título consecutivo, feito apenas conseguido três vezes na história, e ao primeiro lugar do ranking mundial.

“Estou muito contente com a forma como joguei”, disse o australiano, no final. “Desconcentrei-me um bocadinho no 12, mas de resto estive muito sólido. É assim que queremos jogar nos majors, e em particular no Masters. Ainda para mais como campeão em título e com lugar no Jantar dos Campeões.” Nenhum outro dos favoritos esteve tão bem. Rory McIlroy fez -1 e está totalmente em jogo, mas Phil Mickelson entregou um cartão de +5 e está no limite do cut provisório, a precisar de uma ronda superlativa durante o dia de hoje para chegar ao fim-de-semana.

Matt Kuchar, Henrik Stenson, Sergio Garcia, Jason Day ou Dustin Johnson também jogaram acima ou mesmo muito acima do par, dificultando a recuperação. Pelo contrário, Louis Oosthuizen (-3), Bubba Watson (-3), KJ Choi (-2) ou Brandt Snedeker (-2) deixaram claro que estão em Augusta para lutar pela vitória. O último foi segundo em 2008, ano em que venceu Trevor Immelman. Mas, para já, quem comanda é o homem a quem ele próprio sucedeu no palmarés da FedEx Cup, há dois anos: o sempre apagado, mas tantas vezes sólido como mais ninguém Bill Hass.

Estreantes em brasa

A melhor história do dia, apesar dos brilharetes de Bill Haas e Adam Scott pertence a Kevin Stadler. O filho do super-campeão Craig Stadler andou anos à procura de um lugar ao sol, mas só este ano ganhou o seu primeiro torneio no PGA Tour e um lugar no Masters. Ele e o pai tornaram-se assim a primeira dupla pai/filho a jogar uma mesma edição da prova. Resultados: um normal +10 para Craig, que tem 60, e um magnífico -2 para Kevin, de 34. Ele, como Jonas Blixt (-2) ou Jordan Spieth (-1), vem demonstrando que os estreantes (ou rookies) também estão na Georgia para ganhar.

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