Rory McIlroy, o Exorcista

Brilhante nas primeiras voltas, desastroso nas segundas… Não foi o que aconteceu ontem em Liverpool com o prodígio irlandês. Dois scores de 66 a abrir colocam-no bem acima da concorrência

Desde que, em Janeiro de 2013, se juntou a Tiger Woods entre os patrocinados milionários da Nike, Rory McIlroy teve mais baixos do que altos. Parte das culpas foram atribuídas à má-influência da sua ex-noiva, a tenista Carolina Wozniaki, mas nunca será de mais lembrar que, entretanto, McIlroy já venceu duas vezes: no Open da Austrália em Dezembro de 2013; e, em Maio último, no BMW PGA Championship, a prova-bandeira do European Tour.

Ultimamente, no entanto, dava-se um caso estranho com ele: começar muito bem os torneios e afundar-se logo no dia seguinte. Alguns exemplos? Memorial Tournament (PGA Tour): 63-78; Open da Escócia (European Tour), este ainda fresquinho, da semana passada: 64-77. Nas estatísticas do PGA Tour, ocupava o 181º lugar no que dizia respeito a resultados em segundas voltas, com média de 72.89.

Por isso, quando o jovem prodígio irlandês, de 25 anos, já com dois majors (majors: provas do Grand Slam) no palmarés, fez anteontem 66 no arranque do 143º British Open no Royal Liverpool Golf Club, para liderar com a margem mínima sobre o também muito jovem italiano Matteo Manassero, houve cautelas. Do que seria ele capaz de fazer no dia seguinte? E o que ele fez, contrariando tempos recentes, foi um novo 66, para liderar com quatro de vantagem sobre o americano Dustin Johnson e com seis sobre um sexteto de jogadores.

Queda livre para Tiger

Tiger Woods, 7º mundial, foi uma decepção. Deu seguimento ao 69 inaugural com um 77 que o fez cair dos décimos para os 56.ºs. Passou o cut no limite, quando três semanas antes, em Washington, no seu primeiro torneio desde o início de Março, falhara claramente (74-75) no Quicken Loans National. Está a jogar o British Open no Royal Liverpool, onde em 2006 conquistou o seu terceiro e último título na competição. Quanto a majors, o 14º e último que conquistou remonta ao Open dos EUA de 2008. Em Inglaterra,, a 14 shots do líder, ainda não será desta que porá fim à travessia do deserto.

 

Ninguém toca em Adam Scott

À partida para este British Open, havia três jogadores que poderiam destronar Adam Scott do topo do ranking mundial, mas nenhum deles fez melhor que o australiano na primeira metade do torneio. Este ocupa a 15ª posição, com scores de 68-73, enquanto o sueco Henrik Stenson (nº2) é 43º (72-73), o inglês Justin Rose (nº3) é 19º (72-70) e o norte-americano Bubba Watson (nº4) falhou o cut (76-72). Quanto ao detentor do título, o americano Phil Mickelson, 13º no ranking mundial, ocupa a 31ª posição com 74-70. A 12 shots do líder. Insuperáveis?

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