Ricardo Santos pode sonhar com os Olímpicos

No primeiro ranking olímpico, divulgado após a conclusão do British Open, e que fecha a 11 de julho de 2016, o português aparece entre os 60 jogadores que estão provisoriamente apurados para a Reserva de Marapendi 

Depois de Paris’1900 e St. Louis’1904, o golfe volta a ser uma modalidade olímpica. No Rio de Janeiro, em 2016, 60 jogadores, masculinos e femininos, vão ter a oportunidade de suceder, 112 anos depois, ao canadiano George Lyon, vencedor no Glen Echo GC, e à americana Margaret Abbot, campeã no Compiège Club há 116. Isto porque a prova feminina – a primeira de sempre nuns Jogos Olímpicos (JO) – foi entretanto substituída em St. Louis por uma competição de equipas – os Estados Unidos (Western Golf Association) conquistaram o ouro. Refira-se que o americano Charles Sands foi o vencedor masculino em França.

A fraca popularidade entre os adeptos, considerado bastante elitista, bem como algumas disputas entre o estatuto de amador e profissional, levaram a que o golfe não fosse incluído nos JO de 1908. Até hoje…

Ricardo Santos é o último nome do primeiro ranking olímpico masculino divulgado esta segunda-feira, embora a lista final saia apenas a 11 de julho de 2016. Nela estará o top-15 do ranking mundial, limitado a quatro jogadores por país – ou seja, neste momento, os Estados Unidos têm oito golfistas entre os 15 primeiros, mas só Bubba Watson (6º), Matt Kuchar (7º), Tiger Woods (9º) e Jim Furyk (10º) teriam lugar na Barra da Tijuca –, bem como o melhor brasileiro – o país organizador tem uma vaga garantida –, enquanto as restantes 44 serão ocupadas por não mais de dois representantes por país.

“É um excelente incentivo”

Ricardo Santos não esconde a “sonho” de tornar-se no primeiro golfista a representar Portugal nuns Jogos Olímpicos. “Mas ainda faltam praticamente dois anos…”, disse a O JOGO, não escondendo, contudo, o seu entusiasmo por estar dentro dos 60 jogadores provisoriamente apurados para o Brasil, neste primeiro ranking olímpico divulgado na segunda-feira. “É um excelente incentivo”, sublinhou. “Estou a jogar bem, embora os resultados não estejam a aparecer como no início do ano passado”, acrescentou o número 296 do ranking mundial e 95º da Race to Dubai, numa breve análise à sua época.

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