Europa em festa, América em guerra

Phil Mickelson pôs em causa as escolhas do capitão americano na Ryder Cup. Alguns já pedem o regresso de Paul Azinger

O tom foi fleumático como só no golfe, mas o conteúdo tão agressivo como no westling. “Afastámo-nos do modelo de Paul Azinger, que nos permitia jogar o nosso melhor”, disse Phil Mickelson, após mais uma derrota dos EUA na Ryder Cup. “Azinger envolvia-nos nas decisões. Desta vez, ninguém foi envolvido em nada.”

A crítica era para o capitão Tom Watson, sentado ao lado na conferência de imprensa mais tensa do ano. Várias personalidades (Colin Montgomerie, Nick Faldo, entre outras) caíram em cima de Mickelson, acusando-o de falta de solidariedade e, aliás, de má carreira na prova, que disputou dez vezes e perdeu oito.

Jason Dufner já pediu a renomeação de Azinger, capitão vencedor em 2008, para 2016. “Os europeus não nos deram hipótese”, contrapôs Tom Watson. “Foram melhores que nós.”

EUROPA CELEBRA

Rory McIlroy de tronco nu e kilt ou Lee Westwood com cara de ressaca. Os festejos da selecção europeia após a vitória na Ryder Cup duraram a noite toda e espalharam-se pelas redes sociais.

Jamie Donaldson, rookie de 38 anos a quem coube o ponto decisivo, rechaçou os méritos individuais. Paul McGingley acordou para ler os jornais e fez-se fotografar com as capas.

Bubba Watson e Rickie Fowler, dois dos mais carismáticos jogadores americanos, quiseram demonstrar bom perder e fotografaram-se de kilt também. A América reagiu logo: nenhum deles ganhou um só jogo. – JN

Rickie Fowler e Bubba Watson

Deixar um comentário