2014: O ano de Rory McIlroy

Se foi um grande ano? Foi um ano estupendo! Tiger Woods voltou a desaparecer, mas Rory McIlroy confirmou finalmente aquilo que já antes prometera: pode de facto ser ele a transportar a tocha da modalidade pela nova geração adentro.

Em 2014, e depois de ter rompido o noivado com a tenista dinamarquesa Caroline Wozniacki, Rory venceu dois majors, um torneio dos World Golf Championships e mais uma prova de primeira linha do European Tour. Foi jogador do ano nos EUA – onde conquistou ainda mais três galardões –, foi jogador do ano na Europa, venceu a RaceToDubai e, embora não tenha vencido a FedEx Cup, ganhou a lista monetária do PGA Tour.

Em suma, domínio absoluto, a que apenas o americano Billy Horschell, ao garantir o triunfo na FedEx, fez alguma sombra. Curiosamente, Horschell não foi convocado para a Ryder Cup, onde de resto a Europa voltou a esmagar os Estados Unidos.

Até nos circuitos de veteranos, onde Bernhard Langer e Colin Montgomerie ganharam quase tudo, o Velho Continente liderou. Bem vistas as coisas, só nas senhoras o destaque continua a ser dividido entre norte-americanas e asiáticas, embora a Europa permaneça titular (bi-titular, na verdade) da Solheim Cup.

Para Portugal, foi um ano triste e feliz ao mesmo tempo. Depois da presença inédita de dois jogadores com isenção total do European Tour, em 2015 não temos nenhum. Por outro lado, Ricardo Melo Gouveia, tornado profissional apenas no Verão, ainda triunfou num torneio no Challenge Tour e ficou a apenas uma pancada do European Tour, via Escola de Qualificação.

Quem duvida de que o futuro é já ao virar da esquina?

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