Lance procura a ética… no golfe

“Talvez pensem que eu sou a última pessoa com direito a falar sobre batota, mas no golfe é diferente”, escreveu Lance Armstrong num artigo incluído na edição de Janeiro da revista norte-americana “Golf Digest”. “Adoro aderir a um código de honra que nós, no ciclismo, não tínhamos. Se eu reposicionasse a minha bola num rough e fosse apanhado, não apenas me arrependeria, mas ficaria de coração partido para sempre.”

O multicampeão da Volta à França em bicicleta, entretanto desapossado de todos os títulos, voltou-se para o golfe, modalidade em que cada jogador é o seu primeiro árbitro. Lance já jogava antes, mas tem vindo a melhorar o seu handicap e já chegou ao estatuto de um-dígito. Durante muito tempo, tentava baixar das 80 pancadas numa volta, mas falhava. Num certo dia, fez um 74. Agora, é handicap 9. “Quando penso em reformar-me do ciclismo, penso em golfe”, escreve.

O ciclista foi banido de todas as provas oficiais em todas as modalidades e pode mesmo perder os registos obtidos mas maratonas de Nova Iorque (2006 e 2007) e Boston (2008). Felizmente para ele, ainda não foi proibido de pisar os fairways, ainda que a nível recreativo.

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